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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Ócio

 A mesma coisa, sempre;

Os mesmos dias, toda hora;

As mesmas rotinas, tudo é presente;

Os mesmos dias, tudo depois e agora.

Esse sentimento perfura o meu ser, e por mais coisas que eu tente fazer, e por mais ações que eu tente mudar, esse ócio vem minha alma inundar e escurecer.

É acordar, é dormir, é viver, é esmorecer, é padecer. É esse ócio que me dá um negócio que me faz querer desaparecer.

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I wanna change the things, but how?

Who I talk about my feelings?

I WANNA CHANGE NOW!

I wanna change all my dealings.

Relações rasas

 Minhas lágrimas caem, transbordam. A tez salgada e rígida na minha melancolia se vai. Choro por águas rasas, mas minhas lágrimas são profundas, choro por relações que estimava por ser caras, e que no fim eram apenas imundas.

Quero me libertar, quero tirar meu barco desse raso.
Porque ninguém tenta entender nosso âmago?
Isso me dói no estômago!
Isso me causa um estrago.

Minhas vozes gritam lembrando a falta que sinto.
Minhas vozes também gritam, que se eu tenho esperanças, eu apenas minto.

Minhas lágrimas me dizem;
Tudo é constante;
Elas me dizem que meus sentimentos se contradizem.
E que essa coisa rasa me é perturbante.
Quero relações verdadeiras.
Quero conexão. Quero sinceridade, quero a alegria de receber um singelo não.

Quero não padecer sozinha.
NÃO QUERO IGNOTAS RELAÇÕES. Não quero coisa rasa e curtinha. Quero mergulhar em águas abissais e profundas, não quero terceiras intenções.

Je veux não sei o que, não sei o que lá, que se foda, vá se danar!

 Je veux não sei o que.

Quero te querer

Quero me querer

Quero que se foda

Quero me foder

Quero que se exploda.

Je veux faire l'amour.

Je veux un chocolat chaud par une froide journée d'automne.

Je veux quelque chose.

Je veux simplement vouloir.



Tinta nunca sempre anacrônica

 Criei um imenso paradoxo na minha cabeça;

O qual talvez eu nunca mais esqueça e que talvez minha sanidade mental padeça;

O da tinta anacrônica e antes que eu me esqueça:
Talvez não seja isso que ela nos ofereça.
A tinta em si passou por épocas, antigas, modernas, futuras, passadas, certinhas, badernas, tudo quanto é coisa.
Mas será que ela é em si dessa forma?
Ela é antiga, mas também moderna pensa de forma estética e tem visão periférica.

Será que conseguimos com isso responder e abrir nossa visão interna e externa?
Eu pensei nisso e sinceramente voei para Marte:
Será que a arte imita a vida?
Ou será que a vida imita a arte?

Será que a tinta é anacrônica?
Ou será que ela da sempre apenas um moderno espacate?

Romantizei uma privada

 Num processo de liberação, ela nos ajuda, toda insalubridade de nós sai e a ela nosso perfume fétido atrai.

Metódica, detalhada, muito bem usada, soltamos coisas amorfas em sua piscininha bactericida. Efeito inseticida para nossa alma ferida, reflitamos coisas a mais num banheiro que em toda uma vida.

Cheirosa, quando banhada, amargurada quando mijada, triste quando gozada e depressiva quando cagada.

Romântica, isso não é inverossímil, porque não romantizar a privada?
Porque não inventarmos um tópico como o estudo da semântica?
Semiótica mais tola e tirana?
Seria a privada uma merda mundana?
Ou seria apenas mais um delírio da minha mente insana?
A privada profana.

Tudo isso é tão ínfimo que me deu enjôo, mas esqueci que tola sou e um textinho clichê doidinho a Gabriele criou.

Romântico pinico, cativa-me para que possa cativar-te, meu resíduo liberar-te e minha merda cagar-te.
Essa é minha prova de amor, a privada que naqueles dias de virose tenho o maior teor do mais imenso pavor.
ECA.

Toilettes bouchées.

Surrealismo psicodélico

 Com meus olhos na mais perfeita heterocromia eu vi visages e mais visages, coisas inexplicáveis até para a própria imaginação humana.

As alças de uma bolsa eram as bananas da Maria e a bolsa era a cobra própria da mãe natureza.
Os looks famigerados eram tirados com alicate e a nudez era vista como arte.
Os planetas eram seres e os não seres estrelas.
Os cosmos eram feitos de leite e coalhada, a vastidão do vácuo era pura palhaçada, o picadeiro do sol era a lua é o apresentador dela a chuva.
A massa de ar contida numa cratera era um rato da antiga era, a peste vinha negra, mas não na face escura da lua, na clara, ela se espalhava e se misturava, fazendo a melodia da desgraça.
O apocalipse dos crentes chegou e a trombeta o anjo tocou, mas ai o mundo não acabou, na real ele tava com preguiça e não tinha tomado seu cataplasma, então estava enfraquecido o citoplasma.
SPLASH fez a onomatopeia viril da centopeia e a plateia vibrou.
Só que mais uma vez o mundo não acabou.
Plutão ficou pistola e fez um drible na terra, ele trocou sua gravidade de 0,62 por 9,807.
AS PESSOAS VOAVAM, e por falta de amores navegavam no que chamam hoje de extrapolação...
O mundo ficou psicodélico porém sem conduta de adultério então no nosso saudoso ministério o mundo que é mundo preferiu viver em mistério e a todos ser alheio e austero.

Delírios

 "O pensamento me deixa tola, azul clara, azul amarela, azul roxa.

Fico como pêndulo decidindo o futuro de alguém.

Contudo, não entendo nem do meu passado, que vai e vem."