Borboleta no mar remava,
Feito lagarta aberta na nau balançava,
Peito aberto, cabeça vazia e asa contaminada,
Rápida com a asa molhada.
A borboleta curtia o azul.
Oceano, mar e céu;
Na sua asa tinha um imenso véu,
Desmanchava a crosta feito papel.
Desvencilhada da crosta, ela mergulhou, na água imensa e no céu se acomodou. A borboleta como lagarta se instaurou. E mais uma vez remou, aprendeu com o remo e voou.
O ciclo dela foi assim, tem começo e meio, mas nunca haverá um certo fim.
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