Páginas

quinta-feira, 18 de junho de 2026

A borboleta que remava

 Borboleta no mar remava,

Feito lagarta aberta na nau balançava,
Peito aberto, cabeça vazia e asa contaminada,
Rápida com a asa molhada.

A borboleta curtia o azul.
Oceano, mar e céu;
Na sua asa tinha um imenso véu,
Desmanchava a crosta feito papel.

Desvencilhada da crosta, ela mergulhou, na água imensa e no céu se acomodou. A borboleta como lagarta se instaurou. E mais uma vez remou, aprendeu com o remo e voou.
O ciclo dela foi assim, tem começo e meio, mas nunca haverá um certo fim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário