De frente para o abismo me sinto vazia, a imensidão que emana é imensa. Sinto meu corpo emergindo no caos que sempre me comia, e dessa forma com ele, mais uma vez, de frente para o abismo emergia.
Sinto o vento soprando entre as ondas do meu cabelo, eu sinto a brisa vindo, e sei que disso não esquecerei.
Eu sinto de forma melódica os sons da natureza (os sons dos desesperos internos, os sons dos pássaros agitados, os sons dos seres alados).
Eu sinto uma força que empurra - de frente para o abismo, uma força quase que abrupta, eu sinto.
Pulo com o vôo dos pássaros e continuo voando com eles, caçando minha liberdade que de frente para o abismo me foi revelada, de frente para ele me encontrei desmazelada, mas aí encontrei a paz na liberdade antes desejada.
De frente para o abismo me sinto amargurada, sinto gosto de bolo e de marmelada.
Voei mas retornei, e agora em fronte dele me desmantelei. Me libertei, mas em uma enorme prisão interna me coloquei, e agora me vem ela (a que tanto ansiei), a liberdade amada que eu mesma inventei.
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